A pena de morte no Brasil precisa ser discutida 

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15/08/2017
Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues

A pena de morte no Brasil precisa ser discutida

O Homem ainda é um composto de fera e anjo, em percentuais que prefiro não arriscar porque todo homem é, mentalmente, um enigma escorregadio. Sou a favor da pena de morte como último e desesperado recurso legislativo, essencialmente virtuoso, para desestimular a morte de um ser humano. Digo “virtuoso' pensando nas vítimas, em muito maior número do que seus assassinos. Vítimas morrem apenas uma vez. Já assassinos podem matar inúmeras vezes, defendendo-se depois em tribunal. Não tendo advogado, o Estado designa um para defendê-lo. Tratamento desigual. Presos, “super-bandidos“ sentem-se protegidos dos ataques de criminosos concorrentes. Por isso mandam matar, dentro ou fora dos muros. Não precisam gastar com a própria segurança porque o Estado faz isso de graça É urgente valorizar a vida, hoje um quase lixo. Mais de 50.000 pessoas foram assassinadas no Brasil, em 2016. Países importantes, os “maiorais' do Conselho de Segurança da ONU — EUA, China e Rússia —, permitem a pena máxima. O Japão também. Claro que homicídios continuam existindo no mundo, com ou sem pena de morte, mas o risco de morrer assusta mais que o vago perigo de ser eventualmente preso, com altas penas fictícias porque as cadeias estão superlotadas. No velho oeste americano enforcava-se o ladrão de cavalos. Não por causa do valor do cavalo, mas para que não fossem roubados. O medo, a quase única utilidade das penas criminais, repito, desapareceu no Brasil.

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