Ainda o nu do “La Bête' 

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01/01/2018
Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues

Ainda o nu do “La Bête'

Incomoda-me prejudicar o ganho não criminoso de alguém, muito menos de artistas. Lendo hoje, porém, no jornal “O Globo', a entrevista de Debora Bloch, apoiando a performance “La Bête', no MAMSP, em setembro, quando, segundo ela, “uma criança, acompanhada da mãe, tocou o pé de um artista' que estava nu, não posso deixar de discordar da sua opinião que, no restante da entrevista, mostra-se bem ajuizada. Por uma foto que já vi, a “criança' parecia mais uma adolescente que tocava no braço, mas isso é irrelevante. Não acho que a reação majoritária contra a exibição seja “atraso e ignorância'. Concordo que a exibição não se enquadrou bem como pedofilia, porque o nu era homem adulto. Discordo dela porque desprezo qualquer “arte', que dispensa a habilidade do artífice. Um escultor, ou pintor, pelo menos é obrigado a mostrar seu talento, esculpindo ou pintando. Não basta deitar nu. A se pensar assim, temos sete bilhões de “artistas' natos no planeta. E no “La Bête' o toque físico poderia transformar a “arte' em algo bem vizinho da pornografia, caso o artista, involuntariamente, sofresse uma ereção. Desculpem lembrar essa “mesquinha' possibilidade —, sempre incontrolável, por melhor autodomínio que tivesse o artista. Isso ocorrendo, qual seria a reação do público? Provavelmente de profundo desagrado, porque há limite para tudo. Ou será que os adoradores do “deus-sexo' vendo a alteração física explodiriam em êxtase, gritando “Aleluia! Aleluia! É um sinal!'

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