Carlos Nuzman 

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21/10/2017
Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues

Carlos Nuzman

Talvez eu esteja mal informado mitigando a culpa de Carlos Arthur Nuzman, que não conheço pessoalmente. Não me interesso por basquete, vôlei ou qualquer outro esporte por ele praticado, ou administrado. Tampouco conheço seu caráter. Achei, porém, exageradas a ênfase da mídia insistindo na tecla de que Nuzman é proprietário de 16 barras de ouro, cada uma pesando um quilo. Curioso quanto ao valor, em Real, desse enigmático “tesouro', verifiquei que todas as 16 barras juntas valem R$2.094.720,00, pois o grama é cotado em R$130,92. Dois milhões de reais, arredondando, não é algo que impressione no Brasil de hoje. Imóveis iguais ou acima desse valor existem, aos milhares, na classe média. Presumo que a maioria das pessoas que adquiriu ouro como garantia contra as incertezas do futuro não mencionou o metal nas declarações de imposto de renda. Sei que deveriam mencionar — está na lei —, mas cansadas de tanta avidez tributária e “invasão de privacidade', optam pela omissão, quando dá. Outro ponto: Nuzman teria comprado votos para sediar os jogos do Rio-2016. É óbvio que isso é ilegal e imoral — mesmo visando prestigiar o próprio país — mas será que apenas Nuzman fazia isso? Duvido. O problema dele é que a delação premiada não o ajudaria porque eventuais compras teriam ocorrido em outros países, fora da jurisdição brasileira. E seria preciso uma coragem suicida revelar os bastidores dessas disputas, acusando dirigentes rancorosos e colocados em brio.

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