Um homem também chora 

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15/05/2018
MARCIO ANTONIO BERNARDES

Um homem também chora

O corte de um jogador na véspera de uma Copa do Mundo transcende a contusão e a tensão da perda. Nos meus tempos de reportagem a relação com os jogadores era bem diferente dos dias de hoje. Havia o respeito e a distância necessária, mas além da amizade, o que se via era uma saudável cumplicidade entre repórter e jogador. Pessoalmente acompanhei várias contusões e consequentes cortes em vésperas de Mundiais. Sentia a mesma dor e decepção do jogador. Para mim era como se o ausente da Copa fosse eu. Todos os cortes foram tristes e sentidos. Um dos mais marcantes foi a contusão do Careca em 1982. A seleção fazia um treino em um campinho de colégio da cidade de Carmona, Espanha. Osmar Santos, titular da equipe da Rádio Globo, transmitia partes desse treinamento. O Faustão era meu companheiro nas reportagens. Eu estava em um canto, ao lado da linha lateral, com o microfone volante fazendo entradas pontuais e dando detalhes da movimentação. Bem na minha frente Careca recebeu uma bola em velocidade e deu um grito. Acabava de ser rompido o músculo adutor da coxa esquerda. Foi um choque, uma bomba e um triste assunto que marcou aquela fantástica seleção de Telê Santana. Dois dias depois fui até o aeroporto acompanhar o embarque do Careca e nosso abraço de despedida foi fraternal e solidário. Choramos...

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